Kakioco´s Fraternity of the World

domingo, 13 de julho de 2008

é...

OI Seu Blog!
Faz tempo que não ando por essas bandas...me bateu uma saudade e resolvi aparecer por aqui pra te ver!
Não foi por falta de coisas pra te contar que fiquei sem vir aqui...foi por pura falta de tempo, mesmo.
Eu sei...parece uma desculpa esfarrapada! E quem sabe seja mesmo...
Mas, não te estressa...qualquer dia eu passo aqui pra te contar o que eu ando fazendo. Não é nada de muito extraordinário.
Já sei, já sei...vais dizer que eu estou mais pra ordinária do que pra extraordinária, né? hehehe! Te conheço, Seu Blog! De outros carnavais!!!
Seguinte, loco...outro dia passo por aqui pra bater um papo contigo...hoje tô "meia" sem tempo, tá?
Te cuida!
Vê se me liga de quando em vez! O número continua o mesmo, eu é que já não sou mais a mesma...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Salve o Almirante Negro - João Cândido

A Revolta da Chibata
João Cândido




João Candido entrou para a história por liderar, em 1910, o levante armado dos marujos contra o uso de castigos físicos na Marinha brasileira. Herança militar portuguesa, os maus-tratos eram uma regra entre os navais.Nascido em Rio Pardo no Rio Grande do Sul, em 24 de junho de 1880 filho de de ex-escravos, João Cândido entrou para a corporação em 1894, aos 14 anos — época em que as Forças Armadas aceitavam menores e a Marinha, em particular, recrutava-os junto à polícia. Este não foi o caso de João Cândido. Recomendado por um almirante, que se tornara seu protetor, logo desponta como líder e interlocutor dos marujos junto aos oficiais.

Em 1910, uma viagem de instrução à Inglaterra alicerça entre os marinheiros brasileiros as bases para o levante conspiratório que poria fim ao uso de castigos físicos na Marinha. Durante a viagem inaugural do Minas Gerais, João Cândido e companheiros tomam ciência do movimento pela melhoria das condições de trabalho levado a cabo pelos marinheiros britânicos entre 1903 e 1906 e, ainda, da insurreição dos russos embarcados no encouraçado Potemkin, em 1905.

De volta ao Brasil, o estalo das chibatas não cessa, e os soldos baixos — contrastando com o status de maior frota náutica do mundo, superior até mesmo à inglesa — acirra o clima de tensão entre os marujos. Até que em 22 de novembro de 1910, a lembrança das 250 chibatadas recebidas por um marinheiro, no dia anterior, deflagra o início da revolta.

João Cândido e colega marinheiro

Durante quatro dias, marinheiros liderados por João Cândido (figura central da tomada dos navios, das negociações e, é claro, do ódio da Marinha Brasileira e do Governo Brasileiro) e entrincheirados nos navios São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Deodoro — ancorados ao longo da Baía da Guanabara — lançam bombas na cidade. Ao toque de recolher, o ataque estava pronto. Os marinheiros estavam dispostos a dar um fim à violência e humilhação que marcava as suas costas com o couro das chibatas. Como sentenciou João Cândido, o Almirante Negro, "Naquela noite o clarim não pediria silêncio e sim combate".

A estrutura da sociedade brasileira na República Velha refletia o quanto ainda eram perenes as marcas de mais de 300 anos de escravidão. Uma sociedade, que, poderíamos afirmar, era erigida sobre as bases da violência e da hierarquização social, identificando na população negra, claramente, o labéu da antiga condição de escravos, que ao sair das senzalas não tiveram melhor sorte. Foram jogados nas cidades para desempenhar as piores atividades existentes, recebendo praticamente nada e trabalhando em condições aviltantes.
Na Marinha Brasileira, a situação não era diferente. Estima-se que cerca de 80% da "maruja" era constituída por negros e mulatos. Em contrapartida, a oficialidade era formada por filhos de antigos senhores de escravos. Em muito pouco mudava, efetivamente, o antagonismo entre a casa grande e a senzala, apenas posto naquele momento em outros termos. A "maruja" não era melhor tratada do que seus pais ou avós, sendo que em geral eram filhos de ex-escravos. Recebiam um soldo miserável, alimentavam-se com uma comida detestável, quando não estragada e, o pior, eram castigados com chibatadas, amarrados pelos pés e pelas mãos, em cerimoniais bárbaros, de "castigos exemplares". O regulamento da "Companhia Correcional", como salienta Mário Maestri em "Cisne Negro: Uma História da Revolta da Chibata"(Ed. Moderna, 2000), permitia, 22 anos após a abolição da escravatura, a punição física pela chibata.
João Candido foi preso, o que acabou com a manifestação. Por um lado, ao menos parte das reivindicações dos amotinados foi atendida, em relação a comida nas embarcações e ao fim das chibatadas. Os seus principais líderes foram traídos e a maioria dos participantes foram mortos. Dezoito dos principais líderes dos marinheiros envolvidos na ação foram jogados numa solitária do Batalhão Naval, na Ilha das Cobras. Antes de encarcerá-los, o pequeno catre que os receberia é "desinfectado", jogado-se baldes de água com cal. Nos quentes dias de Dezembro, a água evapora e o cal começa a penetrar nos pulmões dos prisioneiros. Sob os gritos lancinantes de dor, as ordens são claras: a porta deve permanecer trancafiada. É aberta, ao que se sabe, apenas no dia 26 de Dezembro. Naquela sala de horrores, dos dezoito marinheiros ali trancafiados, dezesseis estão mortos, alguns já podres. João Cândido sobrevive. Apenas ele e um outro marinheiro saem vivos, ainda que muito mal, daquele desafio infernal.Todavia, os 59 anos de vida que teria pela frente após estes momentos de glória e de terror seriam árduos. Banido da Marinha, com uma tuberculose que o acompanhou durante os seus oitenta e nove anos de vida, teve de lutar muito pela sobrevivência. Trabalhou fazendo bicos em navios de carga, que logo tratavam de despedi-lo se descobriam quem era. Ganhou por muito tempo a vida na estiva, descarregando peixes na Praça XV, no Rio de Janeiro. Mesmo velho, pobre e doente, permaneceu sempre sob as vistas da Polícia e do Exército, por ser considerado um "subversivo" e perigoso "agitador"."Nós queríamos combater os maus-tratos, a má alimentação (...) E acabar com a chibata, o caso era só este" — declarou João Cândido, em 1968, em depoimento ao Museu de Imagem e do Som.
João Bosco e Aldir Blanc escreveram uma música em homenagem a João Cândido, mas tiveram que fazer 3 mudanças na letra, até que a censura a liberasse.

O Mestre Sala Dos Mares

Há muito tempo nas águas da Guanabara
o dragão do mar reapareceu
na figura de um bravo marinheiro
a quem a história não esqueceu
Conhecido como almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar
Na alegria das regatas
foi saudado no porto pelas mocinhas francesas,
jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas dos negros
Entre cantos e chibatas,
inundando o coração do pessoal do porão
que a exemplo do marinheiro, gritava então:
"glória aos piratas, às mulatas, às sereias;
glória à farofa, à cachaça, às baleias;
glória a todas as lutas e glórias
que através da nossa história
não esquecemos jamais.
Salve o almirante negro
que tem por monumento
as pedras pisadas do cais".
Bibliografia recomendada:



quarta-feira, 18 de julho de 2007

Sobre o Influenza e sua influência na vida das pessoas



Ah...o vírus Influenza!! Esse pega e não quer nem saber! Me pegou, deu uma tunda, jogou na cama e eu nem pude fazer um B.O! Fiquei só na saudade...literalmente! Na saudade da minha casinha, que eu ia na segunda e não tive condições de embarcar no Penha nha nha!


Mas, já estou recuperada...parcialmente...mas vou terminar de me recuperar pertinho da minha mãe e do meu mano.


Mas voltando ao Influenza...até hoje ninguém chegou a um consenso...é ser vivo ou não é ser vivo? Ser ou não ser...essa não é a questão! A questão é que esse desgraçado não me pediu licença, entrou no meu corpo e dominou a situação...isso é pior que paixonite aguda!


Espero que tão cedo eu não me encontre com esse tal de Influenza...3 dias com ele e não fiquei com nenhuma saudade!


quinta-feira, 12 de julho de 2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sexta!

Hoje é sexta-feira!!


sábado, 30 de junho de 2007

Hino!


Hasta Siempre Comandante Che Guevara




Aprendimos a quererte


desde la histórica altura


donde el sol de tu bravura


le puso un cerco a la muerte.



Aquí se queda la clara,


la entrañable transparencia,


de tu querida presencia


Comandante Che Guevara.



Tu mano gloriosa y fuerte


sobre la historia dispara


cuando todo Santa Clara


se despierta para verte.



Aquí se queda la clara,


la entrañable transparencia,


de tu querida presencia


Comandante Che Guevara.



Vienes quemando la brisa


con soles de primavera


para plantar la bandera


con la luz de tu sonrisa.



Aquí se queda la clara,


la entrañable transparencia,


de tu querida presencia


Comandante Che Guevara.



Tu amor revolucionario


te conduce a nueva empresa


donde esperan la firmeza


de tu brazo libertario.



Aquí se queda la clara,


la entrañable transparencia,


de tu querida presencia


Comandante Che Guevara.



Seguiremos adelante


como junto a ti seguimos


y con Fidel te decimos:


hasta siempre Comandante.



Aquí se queda la clara,


la entrañable transparencia,


de tu querida presencia


Comandante Che Guevara.


(Carlos Puebla, 1965)



http://br.youtube.com/watch?v=TP7ue1jQQ70



Este é o Hino Internacional dos Kakiocos!

Che Guevara é o nosso mestre revolucionário, nosso comandante!
Que um dia, todos nós tenhamos o mesmo amor revolucionário, a mesma força e vontade de mudar o mundo!


Eu ainda sonho com um mundo melhor, para todos e todas. Cães, pinguins, árvores, bactérias (...) e seres humanos. Apesar de acreditar que mais de 80% da população mundial seja formada por imbecís eu ainda sonho e luto por um mundo que ofereça condições de igualdade a todos os seres humanos, independente de onde tenham nascido, de que etnia sejam descendentes, de que opção sexual tenham escolhido, de que religião sejam adeptos.
Eu sonho com um mundo em que todos os seres vivos tenham seus direitos preservados, independente de que Reino pertençam!
Somos todos um só!


Liberdade, Igualdade e Fraternidade!


Viva El Comandante! Hasta la Vitoria... Siempre!